A Insuficiência da Vontade

Por Kobert Belo

Artigo_A Insuficiência da Vontade

Estive analisando; e cheguei a uma conclusão.

As pessoas têm grandes sonhos. Aspiram por ter sucesso na vida. Este desejo ou querer, é fruto de uma vontade firme de se obter para si o melhor. Esta vontade diz que ela precisa possuir uma casa, um “LAR”; um carro; uma estabilidade financeira e social.

Neste caso, compreendendo que para conquistar estas coisas é necessário que se possua uma boa qualificação profissional e um bom emprego, chega-se à conclusão do quanto é importante uma excelente formação escolar. Uma exímia vida de estudos, com uma notável graduação acadêmica, o que não é fácil, mediante as atuais condições que nos apresentam.

Sobre isto, diz Erich Fromm: “A nebulosa consciência dessa dificuldade é talvez uma das principais razões pelas quais tão pouco esforço se faz no sentido de mudanças necessárias. Muitos pensam: ‘Por que lutar pelo impossível? Será preferível agir como se o curso que estamos seguindo nos leve a um lugar seguro e a felicidade que nosso roteiro indica.’ Aqueles que inconscientemente desesperam enquanto põe a máscara do otimismo não são necessariamente sábios. Mas aqueles que não perderam a esperança só podem ser bem-sucedidos se forem intransigentes realistas, desprezando todas as ilusões e considerando plenamente as dificuldades. Esta lucidez assinala a distinção entre os ‘utópicos’ despertos e os sonhadores.” (Erich Fromm; Ter ou Ser, Zahar Editores; pág. 170)

Mediante esta grande realidade, muita das vezes a vontade perdura apenas no querer.
Todavia, somente a vontade não é o suficiente. É necessário que haja ação, atitude, despertamento.

Posta-se, portanto, diante destas pessoas um grande problema cujo muitos não conseguem resolver, tipo: como agir? que atitude tomar? Sendo assim, gera-se um perigo iminente para alguns, que, sem saber como proceder, não sabem como se disciplinar.

Cedendo aos seus próprios prazeres e desejos ilusionistas do momento, tais pessoas tornam-se, como diria o grande filósofo dinamarquês Kierkegaard, contemporâneo do respeitável escritor de contos fantásticos Hans Christian Andersen um “Esteta: um joguete de seus próprios prazeres e estado de ânimo”.

Permanecer apenas em sua vontade, ainda que firme, é insuficiente.

A pergunta é: por quê?

E para quem pensa ser a resposta um mistério, aí vai a solução:

Porque é preciso que haja “disciplina” no querer.

À vontade sem a disciplina é inútil. Nada gera; nada produz; nada conquista.

Na disciplina, o indivíduo se torna “discípulo” de si mesmo. É o seu próprio professor, treinador, técnico e orientador.

Por esta razão, aí vai o meu recado: “Seja disciplinado em sua vontade”.

Sobre o Autor

Kobert Belo

KOBERT BELO
Analista Comportamental, Coach/Practitioner em PNL, Especialista em Planejamento e Palestrante